Entre 2010 e 2015 a soma de todas as riquezas do município cresceu 132,7%
Em 18º lugar no Paraná, Joaquim Távora (fotos) é o município cujo PIB (Produto Interno Bruto) mais cresceu no Norte Pioneiro.Os dados são de um levantamento inédito do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), ligado à Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral, com base em dados divulgados pelo IBGE. O estudo leva em conta o avanço do PIB em valores nominais.
Entre 2010 e 2015 a soma de todas as riquezas do município cresceu 132,7%. Saiu de 200.959 para 467.637, de 0,089% para 0,124%.
O maior “motor” é o agronegócio e o frigorífico de frangos.
Da região, o que ficou na segunda colocação foi Jundiaí do Sul, que ficou na 26ª posição no estado.
O PIB do Paraná cresceu 67,4% entre 2010 e 2015, último dado consolidado. Na maioria das cidades o crescimento foi ainda maior. Dos 399 municípios do Estado, 304 (76,2%) viram suas economias avançar acima da média estadual.
Do total, 99 deles (24,8%) mais que dobraram o tamanho de suas economias.
O município de Ortigueira, nos Campos Gerais, liderou o ranking de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Paraná. O município recebeu o maior investimento privado da história do Estado – a nova fábrica da Klabin, orçada em R$ 7 bilhões – apoiado pelo programa Paraná Competitivo.
De acordo com o levantamento, depois de Ortigueira, os municípios cujas economias mais cresceram do Estado foram Indianópolis (232,5%), São João (219,4%%), Sabáudia (191%), Paiçandu (184,6%), Cafelândia (182,1%) e Marialva (173,9%). São municípios impulsionados pela agropecuária e projetos de construção de abatedouros de aves, principalmente.Na região da capital, municípios que receberam projetos de investimento na área automotiva e da indústria cimenteira também foram destaques. Fazenda Rio Grande, impulsionada pela chegada da fabricante de pneus Sumitomo, viu crescer sua economia em 145,2%. Foi o maior avanço da Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Outro destaque foi e Adrianópolis, no Vale do Ribeira, com alta de 143,9%. A cidade recebeu R$ 1,7 bilhão, com a instalação de quatro cimenteiras.
Para o diretor-presidente do Ipardes, Júlio Takeshi Suzuki Junior, o Paraná Competitivo foi, junto com o agronegócio e a agropecuária, um dos motores do desenvolvimento econômico dessas cidades. “Com isso houve redução da desigualdade econômica”, acrescenta.
Criado em 2011, o programa de incentivo fiscal é o principal instrumento de atração de investimentos produtivos no Estado, com mais de R$ 40 bilhões contabilizados em projetos de construção e ampliação de fábricas.
“O esforço do governo é trazer alternativas para as cidades do Interior. Além da agropecuária, essas cidades estão atraindo projetos de industrialização das novas fábricas e movimentando suas economias”, diz o economista Jean Alberini, gerente de desenvolvimento econômico e empresarial da Agência Paraná Desenvolvimento.
Há dois anos, a agência, que atua como ponte entre o setor privado e o governo na atração de investimentos, criou o Programa Municipal para Atração de Investimentos (PMAI) para capacitar municípios a se tornarem mais competitivos na disputa pelos investidores. De acordo com ele, o projeto já atende 11 municípios.
Por:Valcir Machado.