Na última sexta-feira (28), a Operação Rondon 2017 desenvolveu no município de Joaquim Távora oficinas voltadas para adolescentes. As atividades trataram de temas como dificuldades de aprendizagem, violência e mulher na sociedade, drogas, trabalho e emprego. A Operação Rondon 2017 é realizada em dez cidades do Norte Pioneiro do Paraná, com coordenação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e da Universidade do Norte do Paraná (UENP).
As oficinas desenvolvidas com adolescentes foram ministradas na Escola Estadual Miguel Dias, com turmas do ensino fundamental II e ensino médio. Rafaela Pacheco, rondonista e acadêmica do curso de Engenharia Química da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR - campus Ponta Grossa, conta que as oficinas foram desenvolvidas a partir de demandas que a própria escola informou aos oficineiros: "A escola mostrou suas necessidades, apontando em que o Rondon podia auxiliar, com atividades dinâmicas e didáticas para tratar de temas delicados".
As oficinas buscaram desenvolver uma conscientização nos alunos sobre temas como o bullying. Além de apresentar o tema de forma dinâmica e didática levaram exemplos e casos para mostrar para os estudantes os efeitos do bullying. O acadêmico, Edinan Santana Júnior, de Hotelaria, da Unioeste, ministrou a oficina e conta a importância da atividade. "Levar isso para as crianças é importante porque são elas que começam a ter a consciência que não se pode descriminalizar alguém. Trouxe alguns relatos para as crianças o que as sensibilizou. Elas começaram a ter a percepção do porque não se pode discriminar."
A discussão de temas importantes e críticos nas escolas estaduais é um dos pontos principais da atuação da Operação Rondon, como afirma o professor da Unioeste e coordenador da equipe de Joaquim Távora, Marcos de Morais: "Nós temos muitos assuntos para debater com os adolescentes das escolas estaduais, são assuntos delicados que têm que ser conversados, pelo menos um dia durante a operação", afirma.
Além da oficina na escola estadual, os rondonistas ministraram uma atividade voltada para a produção de sabonetes caseiros, velas aromaticas, essências para ambientes e repelentes. Segundo, a acadêmica Hellen Araujo, de Engenharia Química da UTFPR-PG, a oficina teve o objetivo de oferecer aos participantes uma fonte alternativa de renda. “O maior objetivo de ofertar a oficina é para ajudar as pessoas que participarem a obterem uma renda extra, principalmente porque o gasto com ingredientes é baixo”, afirma.
A Unioeste é uma das parceiras da Operação Rondon 2017. Marcos de Morais afirma que a instituição decidiu promover o Rondon regional junto com a UEPG pela quantidade de municípios que o Paraná tem e podem receber essa operação. “A gente sabe que no Paraná existem diversos municípios que precisam desse trabalho que a gente desenvolve. Então essa parceria só tende a somar; só tende a crescer. Em 2018, a Unioeste pretende sediar o Rondon na região Oeste do Parana”, afirma Marcos.
OPERAÇÃO RONDON 2017
A Operação Rondon acontece de 23 julho a 5 de agosto em dez cidades do norte pioneiro paranaense: Jacarezinho, Siqueira Campos, Cambará, Wenceslau Braz, Santo Antônio da Platina, Barra do Jacaré, Joaquim Távora, Conselheiro Mairinck, Carlópolis e Ribeirão Claro. Envolve a UEPG, UEN, Unioeste, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFR) - Campi de Campo Mourão, Cornélio Procópio, Londrina e Ponta Grossa, Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescage), Universidade Positivo (UP), Faculdade Paranaense (Fapar) e União dos Escoteiros do Brasil (UEB). A ação tem apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), com recursos do Fundo Paraná, e Sanepar; e suporte logístico das prefeituras municipais.